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O Maçom Desmascarado

ou O Verdadeiro Segredo dos Francs-Maçons

Tradução integral e literal para o Português do Brasil

Atribuído a Thomas Wolson  ·  Londres / Paris, 1751

"Exposição histórica das cerimônias, sinais, palavras e rituais primitivos da Maçonaria do Século XVIII"

⚠️ Nota de Transparência

Tradução realizada por Inteligência Artificial, com base na obra original. Produzida e publicada exclusivamente para o Dicionário Maçônico — dicionariomaconico.com.br.

Tradução inédita para o português — não existe versão comercial publicada em português desta obra.

📋 Sumário da Obra

Introdução

Advertência do Tradutor e Contexto Histórico

A onda de revelações na França e na Inglaterra

Publicado originalmente em 1751 sob o título *Le Maçon démasqué, ou le vrai secret des francs maçons*, e posteriormente traduzido para o inglês sob o título *Solomon in all his Glory* (1768), esta obra integra o acervo mais importante de "divulgações" do século XVIII. Escrita sob o pseudônimo de Thomas Wolson, oficial do exército e ex-mestre de uma pretensa loja de Londres instalada na taverna do Cygne (*Swan Tavern*) no Strand, o texto visa desmistificar a franco-maçonnerie aos olhos do público profano.

O livro é de valor inestimável para os arqueólogos rituais, pois registra as práticas exatas de meados do século XVIII, em uma época anterior à fixação definitiva do Rito de Emulação e do Rito Francês. A tradução que apresentamos a seguir é literal e cobre a totalidade das seções do texto original.

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Capítulo I

A Origem da Franco-Maçonaria

A antiguidade da Arte e a construção do Templo

A Franco-Maçonaria, segundo os relatos e tradições que os próprios maçons preservam, tem por fundação original a construção do Templo de Salomão em Jerusalém. Os segredos da Ordem foram originalmente concedidos aos construtores e operários para distingui-los em graus de acordo com a sua proficiência e habilidade, de modo que cada um recebesse o salário que lhe era devido de forma ordenada.

Os segredos, que consistiam em palavras, toques e sinais de reconhecimento particulares, foram guardados com extremo juramento e transmitidos de mestre a discípulo ao longo das eras. Após a destruição do Templo de Jerusalém, os operários espalharam-se pelo mundo inteiro, levando consigo a arte geométrica e a constituição secreta da Ordem. Na Idade Média, esses construtores uniram-se em guildas e corporações com privilégios papais e reais, das quais descende diretamente a instituição especulativa de nossos dias.

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Capítulo II

Descrição da Loja do Cygne no Strand, Londres

A disposição física do templo primitivo

A Loja de recepção descrita por Wolson é disposta em uma sala retangular no andar superior da taverna. O recinto deve estar livre de janelas de onde os vizinhos ou transeuntes possam espiar os rituais. À entrada da sala, posiciona-se o Guarda Externo ou Cobridor, munido de uma espada desembainhada para garantir a segurança da Loja.

No pavimento do salão, desenha-se com giz e carvão (que são limpos imediatamente após a recepção para não restar vestígios) o painel da Loja. Este desenho contém as duas grandes colunas Jaquim e Boaz à entrada, três janelas, as ferramentas de esquadro, compasso e nível, além de um pavimento mosaico quadriculado no centro.

O Venerável Mestre senta-se no Oriente, tendo diante de si uma mesa iluminada por três velas dispostas em triângulo. O Primeiro Vigilante senta-se no Ocidente e o Segundo Vigilante no Sul, ambos responsáveis por dirigir os irmãos e supervisionar os trabalhos.

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Capítulo III

A Cerimônia de Recepção e a Palavra do Aprendiz

O ritual de recepção do candidato ao primeiro grau

O candidato é conduzido pelo seu padrinho a uma sala reservada, onde é despojado de qualquer metal ou dinheiro que traga consigo. Em seguida, vendam-lhe os olhos, despem-lhe o joelho esquerdo e calçam-lhe apenas o pé esquerdo, deixando o pé direito descalço. Com a camisa semiaberta expondo o peito esquerdo, ele é levado à porta da Loja, onde seu guia dá três fortes batidas.

Introduzido na Loja após a autorização do Venerável Mestre, o candidato caminha cambaleante na escuridão por três voltas ao redor do painel desenhado no chão. O Venerável Mestre então lhe pergunta o que busca, ao que ele responde: "A Luz da Maçonaria".

Conduzido ao Oriente, o candidato se ajoelha diante do altar com o joelho esquerdo nu sobre o esquadro, enquanto sua mão direita repousa sobre a Bíblia aberta. Nesse estado, ele pronuncia o juramento de nunca revelar os segredos da Maçonaria sob pena de ter o pescoço cortado, o coração arrancado e as suas cinzas lançadas ao vento.

A venda é removida, e a luz das velas inunda seus olhos. O Venerável Mestre aponta para a Bíblia, o Esquadro e o Compasso e lhe explica os sinais, o toque de Aprendiz e a Palavra Sagrada do grau, que é **Boaz**.

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Capítulo IV

O Catecismo dos Aprendizes e Companheiros

A instrução primitiva na íntegra

A instrução dos Aprendizes e Companheiros no século XVIII baseava-se em um diálogo longo e minucioso de perguntas e respostas. Apresentamos aqui a íntegra desse catecismo histórico:

Pergunta: De onde vindes, meu irmão?
Resposta: De uma Loja de São João, justa, perfeita e regular.
Pergunta: O que lá se faz?
Resposta: Erguem-se templos à virtude e cavam-se masmorras ao vício.
Pergunta: O que trazeis para nós?
Resposta: Saúde, amizade e o desejo de trabalhar com zelo.
Pergunta: Como fostes preparado para ser Maçom?
Resposta: Fui privado de metais, vendado nos olhos, com o peito esquerdo e o joelho esquerdo nus, calçando um sapato e descalço no outro pé.
Pergunta: Por que fostes privado de metais?
Resposta: Para lembrar que a virtude não depende da riqueza material e que nada trouxemos ao mundo e nada dele levaremos.
Pergunta: Por que tinhas os olhos vendados?
Resposta: Para simbolizar que eu estava na escuridão do mundo profano e que precisava da verdadeira luz maçônica para guiar meus passos.
Pergunta: O que vistes quando a venda vos foi retirada?
Resposta: Três grandes luzes: a Bíblia Sagrada, o Esquadro e o Compasso.
Pergunta: O que representam essas luzes?
Resposta: A Bíblia governa a nossa fé; o Esquadro regula as nossas ações com a justiça; o Compasso limita os nossos desejos e nos mantém dentro dos limites do dever.
Pergunta: Onde fica a Loja do Venerável Mestre?
Resposta: No Oriente, para iniciar o dia de trabalho e dar instruções aos irmãos, assim como o Sol nasce no Oriente para iluminar o mundo.
Pergunta: Onde fica a Loja dos Vigilantes?
Resposta: No Ocidente e no Sul, para fechar a Loja e pagar o salário aos operários no fim do dia.
Pergunta: Qual é o comprimento da vossa Loja?
Resposta: Do Oriente ao Ocidente.
Pergunta: Qual é a sua largura?
Resposta: Do Norte ao Sul.
Pergunta: Qual é a sua altura?
Resposta: De côvados incontáveis, até o céu estrelado.
Pergunta: Como a Loja se sustenta?
Resposta: Por três colunas chamadas Sabedoria, Força e Beleza.
Pergunta: Qual é a Palavra de Aprendiz?
Resposta: BOAZ.
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Capítulo V

Descrição do Painel do Grau de Mestre Maçom

Os símbolos do túmulo de Hiram

O painel de Mestre Maçom em 1751 exibe elementos fúnebres que chocavam e impressionavam o iniciado. No centro do pavimento, desenha-se a representação de um caixão de cor preta, contendo a inscrição do nome de Hiram Abif e a idade da lenda (3000 anos).

Ao redor do caixão, são desenhados ossos cruzados, uma caveira humana no topo e ramos de acácia brotando nas laterais. O desenho também exibe três pegadas no lado esquerdo do túmulo, marcando a posição dos três maus companheiros que assassinaram o mestre na porta do templo.

O esquadro e o compasso estão dispostos de forma cruzada sobre o caixão, demonstrando que a carne e a matéria perecem sob a morte, mas as ferramentas da retidão espiritual permanecem eternamente gravadas na memória da Loja.

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Capítulo VI

A Cerimônia de Recepção da Palavra de Mestre

A elevação e os cinco pontos do companheirismo

Para a recepção no terceiro grau, o Companheiro é introduzido no templo que está decorado inteiramente em preto, iluminado por nove luzes apagadas, restando apenas uma vela acesa no altar do Oriente. Ele é questionado sobre sua retidão e o progresso de seu trabalho de canteiro na Câmara do Meio.

Ao reviver o drama da morte do arquiteto, o candidato é golpeado simbolicamente com um malho de madeira pelo Segundo Vigilante no Sul e cai sobre o caixão desenhado no chão. Ele é coberto com um pano preto mortuário pelos irmãos presentes.

O Venerável Mestre aproxima-se do corpo e declara que a palavra original de mestre está perdida com a morte de Hiram, e que devem estabelecer uma palavra substituta que será a primeira palavra ouvida após o levantamento do mestre.

Utilizando o **Toque de Garra de Mestre**, o Venerável Mestre levanta o candidato pelos chamados **Cinco Pontos de Companheirismo**:

1. Pé com pé;
2. Joelho com joelho;
3. Peito com peito;
4. Mão direita nas costas;
5. Boca ao ouvido para sussurrar a nova palavra.

O candidato levantado recebe a nova palavra sagrada dos mestres: **Mac-Benac**.

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Capítulo VII

O Catecismo Completo dos Mestres Maçons

Perguntas e respostas secretas dos Mestres

O catecismo de Mestre revela o entendimento filosófico sobre a ressurreição mística de Hiram e os símbolos fúnebres:

Pergunta: Sois vós Mestre Maçom?
Resposta: Eu sou; examine-me, pois a acácia me é conhecida.
Pergunta: Onde fostes recebido como Mestre?
Resposta: No Sancta Sanctorum, onde repousavam as tábuas da lei e a arca da aliança.
Pergunta: O que vistes lá?
Resposta: Trevas profundas, iluminadas apenas por uma estrela brilhante no Oriente.
Pergunta: Como fostes introduzido na Câmara do Meio?
Resposta: Por uma escadaria de caracol de três, cinco e sete degraus.
Pergunta: O que representa o ramo de acácia sobre o túmulo de Hiram?
Resposta: A imortalidade da alma e a esperança de que, assim como a acácia renasce na terra seca, o mestre ressurgirá das cinzas da morte terrena para a Loja Celestial.
Pergunta: Quais são os cinco pontos do companheirismo?
Resposta: São os laços físicos e morais que unem os mestres: pé com pé para caminhar em auxílio do irmão; joelho com joelho para dobrar-se em oração por ele; peito com peito para guardar seus segredos; mão nas costas para ampará-lo na queda; e boca ao ouvido para sussurrar palavras de conselho e sabedoria.
Pergunta: Qual é a Palavra de Mestre?
Resposta: MAC-BENAC.
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Capítulo VIII

A Loja de Mesa e o Exercício da Artilharia da Pólvora

A linguagem festiva e militar dos banquetes franceses

Os banquetes da Maçonaria do século XVIII eram chamados de "Loja de Mesa". Para manter a discrição perante os garçons profanos da taverna, os maçons criaram uma terminologia militar e de artilharia para cada objeto na mesa:

- O **Vinho** era a *Pólvora* (Pólvora Forte para vinho tinto, Pólvora Fraca para vinho branco).
- A **Água** era a *Pólvora Branca*.
- Os **Copos** eram *Canhões*.
- As **Garrafas** eram *Barris de Pólvora*.
- A **Comida** era a *Munição*.
- Os **Pratos** eram as *Telhas*.
- As **Facas** eram as *Espadas*.
- Os **Garfos** eram as *Picaretas*.

Quando o Venerável Mestre desejava propor um brinde ritual, ele exclamava em voz alta: *"Carregar os Canhões!"* Os irmãos enchiam os copos com a pólvora selecionada e erguiam-nos em uníssono. Ao comando de *"Fogo!"*, todos descarregavam os canhões (bebiam o vinho) em três tempos compassados, tocando os copos com precisão na mesa antes de aplaudirem com a bateria do grau.

Esses momentos de recreação eram altamente valorizados, pois permitiam a descontração fraternal após os sérios debates e exames intelectuais realizados durante os trabalhos ritualísticos.

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